Eu uso ele sim.
Não é so ele que usa
de mim.
Ele é meu muso
e seria um abuso
eu não abusar.
Nessa história
todo mundo dá
e recebe.
E bebe quem
pensa diferente.
Gente,
ele é uma delícia
e eu também,
deliciemo-nos porém.
E, no momento,
isso é tudo o que
convém.
Aí vem alguém
a perguntar:
"vocês não vão além?"
Além do prazer
você quer dizer?
Onde fica isso: na dor?
Responde o romântico:
"no amor".
Ah, por favor,
não me fale de amor agora.
Amor não tem hora.
Às vezes demora.
Então não chora
a sua inveja
do meu sexo.
É, sexo.
Digo logo na cara.
O que temos são taras
muito bem realizadas.
E se forem todas saciadas
e depois não sobrar nada,
até aqui já valeu.
Só sei que por hora tá bom,
muito bom.
Obrigada, meu Deus!
Da querida amiga poeta, Mariana Valle.
" Minhas reticências servem para reter essências. (após escrever-te, há sempre três pontinho...) " Nara Sales
...
sábado, 28 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Pra te caber...
Você faz amor com meu coração e goza com minha razão.
Faz morada entre minhas coxas, feitas pra te caber...
Patrícia Rocha
domingo, 15 de julho de 2012
Anoitece.
Acendem-se as estrelas,
Anoitece.
Penso em ti…
Bela. Doce. Nua.
Meus pensamentos voam
Para ti… como astros
Incandescentes
Incendiando a noite.
Vamos cometer todos os pecados
Até que se abram para nós
Todas as portas do paraíso!
Vem… quero-te sorver
ébrio de desejo!
Vem… meu anjo…
Porque chegou a hora
Da nossa divindade!
Anoitece.
Penso em ti…
Bela. Doce. Nua.
Meus pensamentos voam
Para ti… como astros
Incandescentes
Incendiando a noite.
Vamos cometer todos os pecados
Até que se abram para nós
Todas as portas do paraíso!
Vem… quero-te sorver
ébrio de desejo!
Vem… meu anjo…
Porque chegou a hora
Da nossa divindade!
Poesia do querido, Albino Santos.
sábado, 14 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Multicolorido
Queria cores em tudo.
Saiu por aí rodopiando na ilusão de poetizar os abstratos d’alma, colorindo muros, fazendo esculturas de pipas.
Permitiu que a menina guardada dentro atravessasse seus mundos, costurando poesia entre eles.
Talvez fosse isso o que lhe faltava: costurar palavras, dando sentido, enfeitando-as de gente, de calor.
O mundo real é insosso.
No mundo paralelo, multicolorido, a existência tem sabor de fondue de chocolate com morango.
Erica de Paula, por ela mesma:
"Escritora amadora, transita pelas ruas de Paris, sem nunca ter estado lá, pinta no abstrato sentimentos que não cabem em palavras."
Por mim, Patrícia Rocha:
-Pessoa em forma de poesia, um talento em forma de palavras.
Seus Blogs, cantinhos bons de estar!
Saiu por aí rodopiando na ilusão de poetizar os abstratos d’alma, colorindo muros, fazendo esculturas de pipas.
Permitiu que a menina guardada dentro atravessasse seus mundos, costurando poesia entre eles.
Talvez fosse isso o que lhe faltava: costurar palavras, dando sentido, enfeitando-as de gente, de calor.
O mundo real é insosso.
No mundo paralelo, multicolorido, a existência tem sabor de fondue de chocolate com morango.
Erica de Paula
*Imagem: Weheartit
"Escritora amadora, transita pelas ruas de Paris, sem nunca ter estado lá, pinta no abstrato sentimentos que não cabem em palavras."
Por mim, Patrícia Rocha:
-Pessoa em forma de poesia, um talento em forma de palavras.
Seus Blogs, cantinhos bons de estar!
domingo, 24 de junho de 2012
Não me dou bem com pontos finais.
Eu sempre preferi as reticências, o etecétera. Não me dou bem com pontos finais. O meu coração nunca deu conta de encerrar ciclos, de lidar com perdas, de guardar saudades que não se pode matar. Eu sou assim, um alguém sem fim, entregue, e desejando o abandono. Abandono dos dias já arrancados da folhinha do calendário, das tardes em que o sol ficou cinza, e das noites em que as estrelas resolviam brincar de se esconder. Muito embora, terminar alguém dentro de mim seria o mesmo que me acabar, e isso eu não sei fazer, não. Não aprendi e não quero. Quem vai, sempre rouba um pouco de mim, ou sou eu a permitir que uma parte minha seja levada. É tanta gente que parte, que segue em frente, que passa. Desse modo irei me findar ainda em vida, mas, eu ainda acredito que algum ‘pra sempre’ virá para não acabar e algum infinito irá chegar e não terá mesmo fim. Enquanto isso... vou tentando organizar um espacinho aqui dentro para todo mundo que ainda mora em mim.
G. Castro
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Efeito Colateral
Aproxime-se,
me abrace forte
e depois
afaste-se
olhe pra mim
e ande para trás,
venha
corra na minha direção
pule no meu colo
cruze as pernas no meu tronco
permita-se
sentir antigas sensações inéditas.
Veja
sorria com os comentários
de quem nunca fez isso
e está morrendo de inveja
me beije
sem pausa
sem posse
sem pressa...
Deite-se na rua
deixa-me rasgar sua roupa
nua, você personifica
a melhor musa das pinturas
minha língua quer soletrar cada parte sua
abro seu peito
como quem abre sua blusa
reconheço seu instinto
através do seu cheiro
delícias meu âmago faminto
através do seu prazer verdadeiro
meus dedos detém qualquer tipo de pudor
quando deslizam com firmeza na sua pele
cravo meus dentes no seu pescoço
te conheço desde moço
hoje nosso amor amadureceu
enquanto me vejo nos seus olhos
cravo meus deleites no seu delírio
sinto o seu arrepio
sinta o meu também
enquanto sou conduzido a ser seu invasor
você me pede: faça moradia dentro de mim
faça estadia e histórias
faça amor, faça...assim...
Enquanto te cubro com meu corpo
descubro que faço parte
do seu sussurro
descubro que sou a causa
do seu gemido
entre os laços dos beijos
entrelaço nossas mãos
enquanto exploro minha casa
sinto o tremor da sua carne
ignoro o mundo ao nosso redor
me reconheço
nos seus olhos
nos seus poros
cada vez mais íntimo
percorro suas veias
corro no seu sangue
instigo cada pulsar
faço residência no sua razão
sua emoção surge como casa de veraneio
suspiro nos seus pulmões
alimento seu útero
surpreendo seu sistema nervoso
aqueço seu sexo e lubrifico sua temperatura
sou o cenário da sua imaginação
sou os sinais do seu corpo.
Dentro de você
sou início permanente
sou durante
sou final sem ser derradeiro
sou feito
sou efeito
colateral.
Edu Soares
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